Mudança

Ana Henkel – Psicóloga do NAP – CRP 07/2852 contato@napvs.com.br

Quando falamos em psicoterapia, o primeiro conceito que nos vem à mente é o de mudança. Mudar algo que nos traz dor e sofrimento para paz e satisfação. Mudanças de mentalidade e paradigmas  são muito difíceis de serem realizadas com apoio e quase impossíveis  de serem  feitas sozinhas, pois ainda se ouve de que “precisar de ajuda é sinal de fraqueza” ou que “homem não chora”, que “psicólogo é coisa de maluco”, ou ainda de que um processo terapêutico equivale a um chopp num bar ou a uma boa viagem com amigos. Podemos pensar que ambos são fantásticos. Bons momentos com amigos e terapia, mas um não exclui o outro. Quando falamos em mudança, falamos da transformação do que é para o que se quer ou precisa vir a ser.

Somente quando uma pessoa rompe com esses conceitos distorcidos e aceita que sozinha não está dando conta das mudanças que precisa fazer para deixar de sofrer, o tratamento psicoterápico se dá. Na maioria das vezes, vemos as pessoas chegando ao consultório no limite das suas forças, carregadas de dor e angústia por tentarem por um longo tempo administrar seus conflitos internos, doentes da alma, machucando uns aos outros na busca de coisas, que por fim, acabam não trazendo sentido para sua existência. 

Se não aceito, deixo de viver o mundo real e mantenho-me aprisionado ao mundo da ilusão, onde residem não só os sonhos como também nossos medos e traumas profundos.   Muitas vezes, pela fixação e apego, mantém aquele passado dolorido vivo dia a dia dentro de si. Ao negar o mundo que na realidade existe e insistir em tentar viver no mundo que julga que deveria existir, vive o “como deveria ser e não como de fato é ou pode ser ou vir a ser. É como ESTAR NA VIDA SEM VIVER.

Sempre que estamos acomodados ou aprisionados em algo que não faz mais sentido para a nossa realidade atual, a DOR chega como forma de nos sinalizar de que algo necessita ser modificado. Neste momento percebemos que talvez desviemos do nosso destino final, dispensando muito esforço e energia sem extrair satisfação e crescimento na caminhada. Quantos de nós não seguem em sua vida, permanecem paralisados, aprisionados na falta e na dor, não conseguindo desfrutar o bem-estar e a alegria do que tem? Então, o que mudar para aliviar esta dor?

Só quem pode nos libertar dessa pena somos nós mesmos. A capacidade de entender e aceitar os erros e encará-los como um caminho necessário para conquistar os acertos é o caminho mais tranquilo e humano a se percorrer. A única forma de mudarmos o que não nos satisfaz no mundo exterior é modificar a maneira como reagimos ou lidamos com aquela dor e desconforto dentro de nós. Essa mudança passa por um processo de autoconhecimento, no sentido de entender tudo o que já se viveu,    para que se possa conviver em paz e desfrutando o que é possível em cada momento ou situação de nossas vidas.

Publicado por revistavitrini

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