ELABORANDO O LUTO…

Aline De Negri Silva psicóloga CRP 07/15597 – aline.negri.silva@gmail.com

Poucos temas da psicologia são tão carregados de tabu, quanto o processo de elaboração do Luto, as pessoas têm dificuldades de falar sobre o tema e consequentemente dificuldade de passar por esse processo.

O luto (do latim luctu)  é um conjunto de reações a uma perda significativa, geralmente pela morte de outro ser humano. Segundo John Bowlby, quanto maior o  apego ao objeto perdido  que geralmente é a uma pessoa querida, seja ela amiga, familiar, ou pessoas de convívio e grupo de apoio, maior o sofrimento do luto. O luto tem diferentes formas de expressão em culturas distintas, ou povos distintos e até mesmo em formas de sentir que são distintas para cada um.

O que pode caracterizar o  processo de luto geralmente tem relações com as  lembranças e relembranças da perda principalmente de ordem emocional, aliadas ao sentimento de tristeza e desamparo por manifestações de emotividade e choro. Este processo costuma evoluir dando vasão às lembranças e relembranças que são alternadas com situações de memórias que podem trazer a sensação de cenas agradáveis e desagradáveis, sem, necessariamente, serem acompanhadas de tristeza e/ou choro.

Além destes sentimentos múltiplos, é comum, que quem passa por esse processo elabore o luto manifestando sentimentos por manifestações de comportamentos  por raiva, por hostilidade, por solidão, por agitação, e por ansiedade  e a até mesmo por sentimentos de fadiga e falta de energia para elaboração de tarefas de rotina e do cotidiano. Sensações físicas como: “falta de energia”, “embrulho no estômago” e “aperto no peito” também podem ocorrer.

A duração deste processo é inconstante e as reações podem variar na manifestação de sentimentos sendo difícil de serem previstos ou mensurados. O que sabemos é que no processo de elaboração do luto, de uma pessoa muito querida, vem seguido de uma notável falta de interesse pelo mundo exterior. Com o passar do tempo, o choro e a tristeza, e demais demonstrações de sentimentos de desamparo e tristeza vão diminuindo e é esperado que a pessoa consiga se reorganizar.

Esse processo pode ocorrer a longo prazo e os episódios de recaída são mais comuns do que se imagina. Caso alguém não consiga lidar de uma forma socialmente adequada relacionada a perda por mais de  seis meses,e continue em intenso sofrimento e/ou não consiga se reorganizar, é considerado um luto patológico  e é recomendável que se faça  psicoterapia.

Todo esse período pode desencadear uma crise na família, pois exige a tarefa de renúncia, de excluir e incluir novos papéis ao grupo familiar. É então que existe, aí, uma complexidade, pois esta crise pode estagnar o desenvolvimento saudável da família. Para a psicologia, é comum se referir às pessoas em processo de luto pela perda de um ente querido como “sobreviventes”, como forma de reforçar positivamente a luta pela sobrevivência diante de desafios considerados difíceis. Caso esteja passando por um momento difícil como esse busque ajuda um profissional de psicologia ou psiquiatria, que poderá te ajudar a passar e elaborar esses sentimentos.

Publicado por revistavitrini

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