De repente, não mais que de repente, tudo mudou…

Rejane Friedrich – Psicóloga do NAP – CRP 07/27534 – contato@napvs.com.br

Mudou o meu e o teu espaço de trabalho, de moradia, de lazer. Antes da pandemia, cada atividade era realizada “no seu quadrado”. Com o distanciamento social, mudou a forma de interagirmos, de nos relacionarmos, de convivermos. Novos temores, incertezas e inseguranças. Surgiram novas demandas que acabaram tendo que conviver com as antigas. Todos os profissionais tiveram que se adaptar da noite para o dia, e estão se readaptando às novas exigências que, sem pedir licença, continuam surgindo.

As pessoas estão tendo que conviver e lidar com esses novíssimos desafios. Tornaram-se multifuncionais, pois passaram a ter que saber um pouco de tudo.

E no meio desse todo, temos o professor. Profissional especialista na sua área. Domina os assuntos relativos à aprendizagem de seus alunos, utilizando metodologias que atendam às necessidades, dificuldades e desenvolvam habilidades e competências de seus “pupilos”. Tudo isso na interação, na convivência diária, pois através dela, o professor tinha a possibilidade de conhecer seus alunos além das fronteiras do conhecimento formal.  E de repente… as aulas passaram a ser de forma virtual. Novas exigências de aprendizagem tanto dos alunos, quanto dos professores. Alguns professores tiveram que se “alfabetizar” nas tecnologias. Sentiram-se vulneráveis, muitos passaram a se indagar sobre como conseguiriam desempenhar sua principal  função, tão bem desempenhada até então. A sobrecarga de atividades devido às novas dinâmicas das práticas pedagógicas, o distanciamento social, ser visto e ver os alunos em uma tela de computador, o estar trabalhando, morando, descansando, e praticando lazer no mesmo local, fragilizaram, causaram ansiedade, afetaram a saúde física e emocional desse profissional.

Como dar conta de tudo isso? A resposta saudável foi reinventar-se, buscar ser resiliente, encontrar alternativas plausíveis de adaptação, de superação mantendo a dinamicidade da lógica laboral. E de que forma isso foi e está sendo alcançado? Através do acompanhamento de lives, vídeo aulas explicativas de práticas pedagógicas, leituras, troca de experiências com colegas através das redes sociais, realização de exercícios físicos (dentro das possibilidades diante da realidade), prática de meditação e técnicas de relaxamento, acompanhamento psicológico, ou seja, busca por diferentes práticas terapêuticas.

Dentro deste momento turbulento, a dica é buscar nas vivências e experiências aspectos positivos que ajudem a ter maior qualidade de vida, bem como entender e lidar melhor com suas emoções. Uma perspectiva otimista permite que tenhamos crenças mais positivas, o que faz com que nosso corpo receba uma carga de hormônios naturais como: dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina, que fazem com que nos sintamos dispostos e crentes de que coisas boas estão por vir. Emoções positivas são uma espécie de combustível, que liberam boas energias onde quer que estejamos. Ajudam a termos mais foco, a desempenhar com mais qualidade o nosso trabalho e as nossas tarefas, além de aumentar a nossa criatividade nos tornando mais abertos, flexíveis e bem mais esperançosos e otimistas em relação ao que está por vir.

Publicado por revistavitrini

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