Naninha

Marília Bressan – mariliamilab@gmail.com

Quando meus filhos eram pequenos, não criei o hábito de andarem arrastando uma fraldinha presa ao bico, como era comum em alguns familiares.

Sempre achei que seria um hábito a mais a ser combatido posteriormente.

Mas sempre segui o conselho de minha avó para colocar pelo menos um “paninho” (lençol, fralda…etc) sobre eles, e assim o fiz.

Passadas décadas, agora em função dos netos, e novamente com um bebê em casa, vem essa lembrança carinhosa ao cobrí-lo.

Então, mais madura, percebo a importância daquelas palavras e desse gesto. Nos sentimos envoltos, protegidos, seguros com esse simples véu – como membrana no útero – não estamos sós.

Com isso me observo e na troca de experiências com algumas amigas, confirmo ser esse hábito de algumas: dormir com pelo menos um “paninho” que envolva a região do abdômen e rins. é instintivo!!

Nos protegemos e acarinhamos, desta forma remetemos à infância e assim nosso sono e sonhos estão resguardados. Junto a isso a minha oração ao anjo da guarda, lembrança remota dos ensinamentos de minha avó, naquele berço de madeira, ao pé do anjinho de gesso.

Estamos carregando em nossos corações e leitos aquele “naninha” tão precioso que acalenta nossa criança interior e cura nossas feridas.

Abrace, ame, proteja! Nunca será em demasia, o tempo não permite retroceder.

Publicado por revistavitrini

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