Trabalhar demais não é bonito e pode ser patológico

Psicólogo Nemar Gil Limeira Neto – contato@napvs.com.br

Que grande notícia recebemos nesse mês de janeiro de 2022. A Organização Mundial da Saúde reconheceu o Burnout como uma psicopatologia relacionada ao trabalho. Ainda que muitos digam que nossa legislação trabalhista já houvesse dado esse reconhecimento, em ganhos de causas a pessoas que comprovassem a incapacidade relacionada ao trabalho, o reconhecimento com a criação de um código internacional de doenças, garante o direito pelo acolhimento devido ao sujeito, sem que seja necessária a protelação de um processo burocrático moroso, e a exposição de uma pessoa que já está em sofrimento e se vê numa briga judicial para reparar danos.

O diagnóstico de Burnout já é difícil pois até que a pessoa consiga compreender que sua perda de produtividade e qualidade, em nada tem a ver com malandragem, preguiça, procrastinação ou desmotivação à empresa, e sim porque estamos inseridos em uma cultura de que o excesso de trabalho é bonito e passa a sensação de insubstituição.

O diagnóstico clínico é importante, pois contém alguns sintomas da doença que confundem o paciente, como sintomas de gripe recorrente, aumento de pressão arterial e perda de qualidade no sono. Não se culpe por não conseguir dar conta das suas atribuições, peça auxílio à sua gestão e colegas. Além disto, demonstre respeito ao seu corpo e seus limites fisiológicos. Pedir ajuda, nas tarefas rotineiras não é sinal de incapacidade, mas de cansaço.

Publicado por revistavitrini

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